Defensoria Pública acusa Elegê de tentar “encobrir” problema com o produto. Laudo constatou que há risco de dano à saúde
POR PAMELA OLIVEIRA
A perícia foi pedida pela Defensoria Pública, que recebeu dez denúncias de consumidores relatando ardência e queimação na garganta após ingerir o produto. O órgão concluiu que a Elegê sabia que lotes do leite apresentavam alterações como forte gosto de amargo, mas não alertou os consumidores para não consumir o produto.
O defensor dará entrada em uma ação civil pública segunda-feira para que a empresa recolha os lotes do produto. Pedirá também que testem outros lotes em laboratório independente.
“Bebi o leite com café. Quando tive certeza que o gosto amargo era do leite, procurei a Elegê. Quero saber o que tinha no leite, mas eles se negam informar”, afirma a microempresária Maura Freire Dantas, 62 anos. “Eles trocaram as caixas de leite e queriam me dar um livro de receita. Mas o que quero é saber o que havia na caixa que bebi”.
Em nota, a empresa Brasil Foods, proprietária da Elegê, informou que “realizou análise laboratorial em amostras dos supostos lotes irregulares” e que “a análise não apontou alteração capaz de causar danos à saúde ou à integridade física dos consumidores”.
Dezenas de consumidores do Rio e de São Paulo relatam no site ‘Reclame Aqui’ queimação e gosto amargo no leite Elegê desnatado. Schwartz orienta os consumidores que consumiram o produto a enviar sua queixa para nudecom@dpge.rj.br.
fonte:o dia online