sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Aprovada greve da Cargill em Ilhéus






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Em assembleia realizada nos dias 13 e 14 de setembro de 2018, em frente aos portões da multinacional Cargill Agrícola S/A empresa moageira de cacau ,localizada na Rodovia Ilhéus Uruçuca Km 08,Distrito Industrial de Ilhéus-Bahia, os trabalhadores rejeitaram a proposta patronal final. O sindicato deliberou colocar a categoria em estado de greve com paralisação prevista para o dia 05 de outubro de 2018, a partir das 15hrs.o motivo do impasse  é a diferença  de apenas R$15,00 no ticket Alimentação 
, a Cargill tem cerca de 283 trabalhadores gerando um custo com a diferença deste ticket no valor de R$4.245,00 mês e ano um valor total de R$50.940,00 ,só a logística para empresa evitar a greve ficaria na casa de  de 200 mil reais e a greve em curso algo em tono  de 900 mil reais,acreditamos que a CARGILL não queira dar este prejuízo em seus acionistas.




quinta-feira, 13 de setembro de 2018

TRABALHADORES DA CARGILL EM ILHÉUS PREPARAM GREVE PARA O DIA 05





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Assembleia na Cargill Agrícola hoje dia 13/09/2018 trabalhadores com o termino no dia 14/09/2018 decidem através do voto a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho ou Indicativo de Greve, o único ponto em discussão é apenas o Ticket Alimentação, lembramos que a Cargill Agrícola já pratica o valor do Ticket Alimentação abaixo do praticado pelas demais empresas do mesmo segmento a cerca de 3 anos causando o maior descontentamento entre os seus funcionários, lembramos ainda que se trata de um beneficio que tem ajuda do governo federal e a diferença é apenas R$ 15,00, a Cargill tem 283 trabalhadores gerando um custo com a diferença de R$ 4.245,00 mês, e, ano um Total de R$ 50.940,00 mesmo diante dos números apresentados e após varias tentativas de negociação, com a reprovação da Proposta apresentada pela empresa aos seus trabalhadores os prepostos da empresa se mantém irredutíveis, tivemos uma Mediação no dia 12/09/2018 no MTE de Ilhéus e a empresa fez descaso dos trabalhadores dizendo que não há nenhuma possibilidade de conceder um reajuste no Ticket alimentação na proporção que os trabalhadores pedem, por conta da sustentabilidade do negocio, restando então para os trabalhadores apenas uma opção GREVE.
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Condenação por jornada exaustiva dispensa provas de prejuízo para empregado


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Nessa situação, o dano é presumido.
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (RS) a pagar R$ 20 mil de indenização a um eletricitário que cumpriu jornada exorbitante no período em que trabalhou para a empresa. Segundo o relator, ministro José Roberto Freire Pimenta, não se tratava de mero cumprimento habitual de horas extras, “mas de jornada exaustiva, indigna e inconstitucional”, situação em que o dano é presumido.
Abuso
Na reclamação trabalhista, o assistente técnico sustentou que houve abuso de direito da empregadora, “que, ao invés de contratar empregados para fazer frente à falta de pessoal, optou por exceder reiteradamente o limite da jornada”, em claro prejuízo à saúde e ao lazer dele. O pedido, no entanto, foi julgado improcedente pelo juízo da 1ª Vara do Trabalho de Bagé. Embora registrando que o empregado trabalhava habitualmente em turnos de 12 horas e em dias reservados para compensação e descanso semanal remunerado, o juízo deferiu apenas o pagamento do excesso de jornada como horas extras.
Provas de prejuízo
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) manteve a sentença, com o entendimento de que houve descumprimento da legislação trabalhista, “mas não ato ilícito, na acepção legal do termo". Para o TRT, os prejuízos decorrentes do excesso de trabalho deveriam necessariamente ser provados.
Confisco de tempo
No recurso revista, o eletricitário, já aposentado, alegou que sempre foi submetido a jornada de trabalho muito além dos limites previstos na Constituição da República e nos acordos coletivos, “como bem reconhece o julgado”.
No exame do caso, o ministro José Roberto Freire Pimenta destacou que, de acordo com o entendimento do TST, a submissão habitual dos trabalhadores a jornada excessiva ocasiona dano existencial. Conforme o ministro, esse tipo de dano implica “confisco irreversível de tempo que poderia legitimamente se destinar ao descanso, ao convívio familiar, ao lazer, aos estudos, à reciclagem profissional e a tantas outras situações, para não falar em recomposição das forças físicas e mentais naturalmente desgastadas por sua prestação de trabalho”.
No caso, além de não haver controvérsia sobre a jornada exorbitante indicada pelo trabalhador, ela também ficou suficientemente registrada na decisão do TRT. Por isso, o relator considerou que ficou comprovado o abuso do poder diretivo do empregador.  
(LT/CF)
O TST possui oito Turmas, cada uma composta de três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Esta matéria tem cunho meramente informativo.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
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Armazenamento de inflamáveis gera adicional de periculosidade a industriário


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A norma vigente não limita quantidade mínima de inflamáveis
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Pirelli Pneus Ltda. a pagar o adicional de periculosidade a um industriário que trabalhava em área de risco em razão do armazenamento de produtos inflamáveis. Segundo a decisão, o adicional é devido independentemente da quantidade de produto armazenado.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) havia isentado a empresa do pagamento da parcela por considerar que os produtos armazenados não ultrapassavam os 200 litros estabelecidos na Norma Regulamentadora 16 do Ministério do Trabalho. O TRT levou em conta ainda a conclusão do perito de que as atividades do industriário não se enquadravam como perigosas de acordo com o Anexo 2 da NR 16.
Quantidade mínima
O empregado recorreu ao TST sustentando que a norma não limita a quantidade de inflamáveis para caracterizar o local como de área de risco. A relatora do recurso de revista, ministra Maria Helena Mallmann, observou que o TST entende ser devido o pagamento do adicional ao empregado que trabalha em área de risco em que há armazenamento de inflamáveis. “O limite mínimo de 200 litros estabelecidos no Anexo 2 da NR-16 refere-se apenas ao transporte de inflamáveis”, explicou.
Condenação
Por unanimidade, a Turma condenou a Pirelli ao pagamento do adicional de periculosidade por todo o período em que o industriário trabalhou exposto aos agentes inflamáveis e determinou sua repercussão nas demais parcelas.
(MC/CF)
O TST possui oito Turmas, cada uma composta de três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

POR INTRANSIGÊNCIA DA CARGILL NEGOCIAÇÃO NÃO AVANÇA NO MTE DE ILHÉUS

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Nova forma de manejo aumenta produtividade do cacau



Sítio Rangel tem produção 580% superior à média de outras fazendas e vira referência para cacauicultores
A imagem impressiona. Logo na entrada do Sítio Rangel, os pés abarrotados de cacau parecem ter saído de um cenário produzido para as mais belas cenas de cinema. Mas não é ficção. O pomar está cheio, muitos galhos chegam a pender até o chão devido ao peso, e o contraste entre o verde intenso da folhagem e o vermelho marrom dos frutos é marcante.
No sítio na zona rural de Valença, Baixo Sul da Bahia, o agricultor Cosme Rangel Mota já está colhendo 204 arrobas por hectare. Esta é uma marca histórica para um cultivo de sequeiro, sem irrigação, e a pleno sol. “Tem muita dedicação, disciplina e amor", adianta o produtor rural. 
Cosme Rangel Mota colhe 204 arrobas por hectare, uma marca histórica para plantações de cacau sem irrigação  (foto: acervo pessoal)
Nem no auge da lavoura cacaueira, nas décadas de 70 e 80, foram vistos pés tão cheios em um pomar. Naquela época a produtividade média era de 45 arrobas por hectare.
O Sítio Rangel também se destaca se comparado com a atual produtividade da maioria dos produtores rurais da Bahia, que ainda se recupera das consequências da vassoura de bruxa e tira em média 30 arrobas por hectare. A produção do Rangel chega a ser 580% superior à esta média.
O resultado só é comparável às lavouras mais tecnificadas do Extremo Sul da Bahia, que já aplicam tecnologia de ponta e possuem um sistema de produção diferenciado, com uso de irrigação.
Cosme Mota mantém apenas 4 hectares plantados. Uma parte ainda está em crescimento. Nos 2,5 hectares já produtivos ele deve colher mais de 450 arrobas nesta safra, a terceira do ano.
O desempenho tem sido tão excepcional que o sítio, no povoado de Serra Grande, virou referência de produtividade e se transformou numa espécie de “ponto turístico”.
Quase toda semana aparecem visitantes no local para ver a produção. “Tem gente que não acredita, vem para tirar a dúvida. Chegam até turmas de universidades e pesquisadores. O pessoal só acredita vendo de perto. Nós ficamos contentes com isso”, pontua o agricultor.
Um bom vizinho
A produção começou a aumentar depois que o vizinho de Cosme, o estudante de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) Tales Amauri Rocha, de 24 anos, fez uma proposta ao agricultor em 2014. Naquele ano, o cacauicultor tinha registrado uma das piores safras do pomar e os pés estavam definhando. 
O estudante Tales Rocha apostou todas as suas fichas no cacau e hoje dá consultorias em diversas cidades baianas (foto: acervo pessoal) 
A parceria previa que o produtor rural cederia o pomar como campo experimental. Em contrapartida o estudante universitário aplicaria um conjunto de técnicas de manejo voltadas para melhorar a produção.  “Eu sou filho e neto de agricultores. Sou apaixonado pela cultura do cacau e sempre quis fazer algo para ajudar os produtores da região, que sempre sofreram com as pragas e doenças da lavoura. Apostei todas as minhas fichas no cacau. Ele acreditou na minha ideia”, diz o estudante.
A estratégia envolveu um conjunto de técnicas de melhoria da qualidade do pomar, desde a forma de nutrir o solo, a adubação, a poda, até mudanças no período do ano em que seriam feitas as principais intervenções nas árvores.
O pomar fica no Vale do Jiquiriçá, região onde o solo geralmente tem alta saturação de alumínio. Por isso, a primeira ação envolveu a correção de solo. "O alumínio impede o crescimento da raiz, depois do tratamento de solo com gesso e o fortalecimento da raiz, conseguimos que a planta suportasse mais o verão. Ela conseguiu captar mais água em maiores profundidades, abaixo de 60 centímetros", explica Tales.
Depois o tratamento contou com alterações na nutrição dos cacaueiros. “Usamos fertilizantes de alta tecnologia, revestidos por uma molécula orgânica, que permitem a liberação gradual dos nutrientes ao longo do ano. A planta consegue absorver mais quando eles são liberados aos poucos”, acrescenta o estudante.
Bio estimulantes
A biotecnologia também entrou em ação para estimular a florada e o combate às doenças. “Usamos bio estimulantes que ajudam a planta a gastar menos energia, inclusive em situações provocadas pelo calor, que estressa o cacau. São substâncias como aminoácidos, produtos orgânicos oriundos de plantas, como as algas que se desenvolvem em ambientes inóspitos. Delas extraímos substâncias e moléculas como a citosina e a auxina, que auxiliam no crescimento da raiz”, argumenta.
Para completar a estratégia, a poda tradicional foi substituída pelo método circular, criado pelo pesquisador capixaba Francisco Durão, na qual a árvore fica em forma de taça. Esta técnica deixa a planta mais baixa, com os ramos mais grossos para suportar a carga e permite a inserção correta de luz solar, crucial para a realização da fotossíntese. De acordo com os técnicos, a poda circular é capaz de triplicar o metabolismo da planta.
Todo o pomar também foi substituído por clones de novas variedades resistentes à vassoura de bruxa lançadas pela Ceplac (Comissão Executivo do Plano da Lavoura Cacaueira).
De 2014 para cá, o dono do sítio viu a produção inicial de 80 arrobas por hectare aumentar gradativamente até atingir as atuais 204 arrobas. São 155% a mais. Hoje o produtor obtém até 75 frutos por pé, um volume 4 vezes maior do que os pomares tradicionais.
Nos últimos 3 anos, Tales Rocha já aplicou o método em outros seis pomares de cidades diferentes, com resultados igualmente bem-sucedidos, acima de 150 arrobas por hectare. Agora, em 2018, ele viu crescer também o número de clientes, de 6 para 42 produtores rurais. A experiência se espalha por pomares nos municípios de Valença, Mutuípe, Jiquiriçá, Grapiúna e Ituberá.
“Eu pensava em começar este trabalho de consultoria depois de formado, mas as portas foram se abrindo. As oportunidades começaram bem antes do que eu imaginava. Eu sempre acreditei que conseguiria, só precisava de alguém que acreditasse neste manejo. A primeira pessoa que acreditou foi minha mãe, depois Cosme”, finaliza o estudante, que deve concluir o curso de agronomia em dezembro de 2018.
Lucros
A tecnologia é mais cara. O custo de produção chega a ser seis vezes maior do que o tradicional. Mas os especialistas garantem que resultado vale a pena. Além de ver o pomar frutificar com intensidade, o cacauicultor viu os lucros se expandirem e ultrapassar os R$ 12 mil por hectare.
“É um bom negócio, porque apesar do investimento de quase R$ 9 mil em insumos, ele consegue um faturamento maior na produção. Ele gasta 45% e fatura a outra parte. Cerca de 65% fica para o produtor rural depois que ele paga todas as despesas, inclusive a mão de obra. É um resultado excelente”, avalia Toni Fontes, instrutor e consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que acompanha a gestão do projeto.
O cacau é um fruto essencial para o Brasil. Só no ano passado ele injetou mais de R$ 23 bil na economia do país (foto: Georgina Maynart)

Cadeia produtiva
A cadeia do Cacau é essencial para o Produto Interno Bruto brasileiro. Ano passado injetou mais de R$ 23 bilhões na economia do país, através da produção e beneficiamento das amêndoas. Não é à toa que o cacaueiro sempre foi conhecido como a árvore dos frutos de ouro.
O setor reúne na Bahia mais de 30 mil produtores rurais. A maioria é de pequeno porte e cultiva menos de 50 hectares. Por causa das doenças que atingiram as lavouras, o segmento viu a produtividade média cair de forma avassaladora nas últimas décadas.
Os resultados obtidos no Sítio Rangel se concretizam num momento também histórico: os 30 anos da chegada da vassoura de bruxa nos pomares do estado. “Isso é mais um exemplo que evidencia que o emprego de tecnologia, da gestão, e do manejo adequado do cacau são aliados da rentabilidade e da produtividade. Reforça a tese de que a cacauicultura é viável”, afirma Guilherme Moura, vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e Presidente da Câmara Setorial do Cacau junto ao Ministério da Agricultura.
O endividamento total do setor chega a R$ 2 bilhões segundo dados da Faeb. O valor foi acumulado depois de planos públicos malsucedidos de recuperação.
Em agosto deste ano, para tentar resolver a questão, duas das principais entidades que representam o setor se uniram pela primeira vez para aprovar na Câmara Federal a Medida Provisória 842/18. A MP destrava crédito para a lavoura e torna possível a equalização das dívidas.
A Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e o Instituto Pensar Cacau (IPC), historicamente divergentes nas propostas de solução para o problema, agora defendem a mesma estratégia. A MP está em tramitação na Câmara e ainda precisa passar pelo Senado antes da sanção presidencial.
fonte:https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/nova-forma-de-manejo-aumenta-produtividade-do-cacau/

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Resultado da política econômica de Macri, Argentina sofre onda de saques



Foto: Reprodução

Devido à drástica política econômica de Mauricio Macri, saques foram registrados em duas províncias da Argentina. As incitações ao saque foram realizadas através do WhatsApp com mensagens como "a fome de Macri"Sugerido por C.Poivre
Saques na Argentina são registrados devido à desvalorização do peso
Após a desvalorização do peso argentino, nos últimos dias, pelo menos nove pessoas foram presas neste sábado (01), na Argentina, depois de saquear alguns supermercados em diferentes cidades.
Os roubos ocorreram no sábado nas províncias de Chubut e Mendoza, ocasionados pelo desespero de algumas pessoas diante da política econômica do presidente Mauricio Macri, e a desvalorização constante da moeda nacional como resultado de suas medidas.
Segundo a imprensa argentina, a polícia reforçou a segurança e impediu que alguns cidadãos tomassem os produtos, no local em que foi feita uma tentativa de saque na província de Chubut. 
A mídia alegou que os primeiros alertas de saques foram informados pela manhã, seguindo uma corrente através da rede de mensagens instantâneas WhatsApp, com convites para realizar a ação.
Como resultado, várias pessoas se organizaram em grupos e tentaram entrar em supermercados. No entanto, pelo menos em Chubut , agentes de segurança pública estavam no local, impedindo o saque e acabaram prendendo nove envolvidos.
Por outro lado, na província de Mendoza, um grupo de pelo menos 30 pessoas entrou em uma rede reconhecida de supermercados. 
Nos grupos de WhatsApp, foram enviadas mensagens como "saques em Comodoro, pela fome de Macri", "sábado começamos pelo Walmart ", "vamos por comida", "vamos por tudo", "no sábado temos que ficar juntos".
O objetivo, segundo o anúncio, era levar cobertores, fraldas, eletrodomésticos e outros bens de necessidades básicas, em decorrência das dificuldades econômicas que o povo da Argentina enfrenta.
fonte:https://jornalggn.com.br/noticia/resultado-da-politica-economica-de-macri-argentina-sofre-onda-de-saques

Agricultores familiares do Pará vendem primeiro lote de chocolate para o mercado paulista

 cacau-sao-felix-xingu-para (Foto: Imaflora/Divulgação)
Cacau orgânico utilizado para a produção do chocolate da Camppax (Foto: Imaflora/Divulgação)
Produção orgânica de cooperativa de São Félix do Xingu é voltada para a preservação da floresta, geração de renda e melhoria na condição de vida dos cooperados.
Agricultores familares de São Félix do Xingu, no Pará, estão comemorando a venda para o mercado paulista do primeiro lote de chocolate orgânico em barra produzido pela Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax).
O lote de chocolates finos, fruto do trabalho de 43 agricultores familiares, será vendido na rede da Casas Santa Luzia e nas lojas da marca AMMA, que atua no segmento de chocolates orgânicos e valoriza as características regionais.
Ao todo, foram oito anos de aperfeiçoamento de práticas sustentáveis. O trabalho foi feito a partir da realização de diversas oficinas, intercâmbios com produtores da Bahia, seminários para o aprimoramento das técnicas de poda, secagem, fermentação e enxerto, como explica o engenheiro florestal Marcos Fróes, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que dá apoio à Camppax.
“Em quatro anos, as amêndoas do grupo foram avaliadas como tendo qualidade para a produção de chocolates finos. No ano passado, esses agricultores conquistaram a certificação orgânica e agora comemoram a entrada de seu produto em um dos maiores mercados consumidores do país”, diz Marcos.
De acordo com o gerente da Camppax, Ilson Martins, a indústria paga 70% mais do que o preço de mercado pelo produto feito em São Félix do Xingu, o que despertou o interesse de outros produtores para práticas sustentáveis.
A Camppax ainda produz cacau em pó e negocia a  possibilidade de colocá-lo na merenda escolar da cidade paraense.
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fonte:revistagloborural.globo.com

Só 87 empresas controlam a cadeia produtiva do agronegócio

Fonte:Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Concentração da cadeia produtiva e aumeto das monoculturas representam ameaça à soberania alimentar / Agência Brasil
Apenas 87 corporações com sede em 30 países dominam a cadeia produtiva do agronegócio em todo o planeta. O dado integra gigantes do setor de bebidas e carnes, como por exemplo, a Coca-Cola, a AmBev, a JBS e a Unilever; mas também empresas de tecnologia como a IBM, a Microsoft e a Amazon, atraídas para a produção agrícola e o varejo de alimentos por áreas como big data (grande conjunto de manipulação de dados) e veículos inteligentes.
Quatro grandes traders, empresas investidoras no mercado financeiro, controlam a importação e a exportação dos commodities agrícolas: o chamado grupo ABCD, formado pelas empresas estadunidenses Archer Daniels Midland (ADM), Bunge, Cargill e pela multinacional com sede na Holanda, Louis Dreyfus Company. Hoje, elas representam 70% do mercado mundial de commodities agrícolas.
Os dados são do Atlas do Agronegócio, lançado nesta terça-feira (4). O relatório analisa a cadeia global da agricultura e como a concentração do mercado nas mãos de poucas empresas molda o sistema agrícola mundial.
O atlas teve a sua primeira versão publicada na Alemanha em 2017. A edição brasileira é resultado da parceria entre a Fundação Heinrich Böll e a Fundação Rosa Luxemburgo, organizações alemãs com atuação no país.
Maureen Santos, coordenadora de Justiça Socioambiental da Heinrich Böll, explica que o novo documento traz análises sobre a realidade local do agronegócio.
Segundo ela, o mérito do projeto é mapear, em uma só publicação, dados do setor que passam sobre os temas de finanças, investimentos e maquinário; conflitos relacionados ao acesso à terra e à água; sementes e uso de fertilizantes no mercado de commodities; e o processamento de alimentos até a chegada à mesa dos consumidores.
 "O Atlas é composto por 22 capítulos e faz esse raio-x desse setores e como, na verdade, existe um eixo central que é exatamente a desregulamentação, por um lado; e a concentração da cadeia de valor, por outro", diz.
Um dos resultados do estudo, segundo ela, é a desmitificação da imagem propagandeada de que o "agro é pop".
"A gente mostra que mundialmente, e também no Brasil, temos problemas muitos sérios relacionados a essa cadeia: a expansão das plantações de monocultura  e o consequente aumento do uso do agrotóxicos e dos problemas de saúde; perda de qualidade do solo e redução de biodiversidade; e os conflitos que dessa concentração do mercado e desse aumento da aquisição de terras em detrimento das condições de vida e de trabalho da agricultura familiar, camponesa e das populações tradicionais."
Financeirização
O Atlas também mostra como funciona o jogo financeiro das traders que formam o grupo ABCD no mercado especulativo.
Em 2015, o comércio de contratos futuros de milho foi 11 vezes maior que a produção mundial do grão. Ou seja, enquanto a safra do milho atingiu 978 toneladas, os contratos na Bolsa de Valores no estavam em torno de 10,5 milhões de toneladas.
"O gráfico mostra essas relações perigosas e os seus desdobramentos. Até sobre a definição se aquele produto será para ser comido, se vai ser energia ou se vai ser destinado ao mercado de ração", afirma.
Além disso, o grupo é direta ou indiretamente responsável pelo desmatamento da floresta tropical. No Brasil, por exemplo, as comunidades indígenas Guarani acusaram a Bunge de comprar cana-de-açúcar produzida em terras roubadas em 2012. Na época, a empresa afirmou que seus fornecedores respeitavam o direito à terra, mas os contratos não foram renovados.
Soberania alimentar
A concentração da cadeia produtiva representa uma ameaça a um conhecimento ancestral do cultivo da terra. Esta é a preocupação da jornalista Verena Glass, coordenadora de projetos da Fundação Rosa Luxemburgo e que participou da adaptação do relatório pela entidade. Ela pontua que o aumento do uso da tecnologia de ponta, com a agricultura de precisão, representa uma ameaça para a soberania alimentar de diversos países.
"O que me preocupa nessa discussão da agricultura de precisão é que ela transforma a agricultura em uma atividade extremamente tecnificada, com tecnologia de ponta, que é muito cara, acessível a poucos, e aplicadas em áreas extensivas”, diz a jornalista.
"O que era mais vivo, que é a relação de alimentar o ser-humano e reproduzir a vida a partir do conhecimento que se tem da terra, do território, do clima, dos animais e da integração com a biodiversidade, acaba sendo substituído. E essa é uma lógica que, adicionadas a sementes transgênicas, agrotóxicos e tecnificação e a patente, a gente perde em biodiversidade, conhecimento.”
A jornalista aponta ainda para o aumento da disputa por território. "Ou seja, a agricultura familiar e a agroecologia, comunidades indígenas e quilombolas no Brasil e no mundo vão ter qual espaço nesses novos paradigmas?", questiona Glass. 
O Atlas do Agronegócio também mostra o avanço da tecnologia como temas como o da biofortificação, termo para a manipulação genética de plantas com o objetivo de aumentar a concentração de nutrientes do alimentos. 
O relatório aponta que as iniciativas de manipulação nutricional vem sendo impostas sem um debate público efetivo com setores da sociedade civil. No Brasil, as culturas biofortificadas são: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão-caupi, mandioca, milho e trigo.
Já o mercado global de genética animal deve crescer de US$ 3,7 bilhões em 2016 para US$ 5,5 bilhões em 2021, um aumento médio de 8,4% ao ano. Este crescimento é duas vezes e meia mais rápido do que a economia mundial.
Outro ponto destacado no relatório é que o número de empresas no mercado global de sementes e agrotóxicos tem diminuído em ritmo acelerado com fusões que criam poderosos conglomerados empresariais. Com a consolidação da compra da Monsanto pela Bayer, em junho deste ano, este mercado ficou praticamente dividido em quatro grandes grupos: Dow DuPont, Bayer, Syngenta e BASF.
A versão brasileira do Atlas do Agronegócio, na íntegra, pode ser encontrada no site da Fundação Heinrich Böll.
Edição: Juca Guimarães

Anamatra manifesta apreensão com impacto negativo da terceirização

 Fonte:   

Testemunha indeferida deverá ser ouvida em ação sobre equiparação salarial



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O objetivo é a demonstração da identidade de funções alegada pelo empregado.
Um ponteador da Volkswagen do Brasil Indústria de Veículos Automotores Ltda. conseguiu o direito de que uma testemunha indicada por ele seja ouvida em audiência. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho concluiu que o indeferimento do depoimento, que tinha a intenção de demonstrar a identidade de funções em ação sobre equiparação salarial, configurou cerceamento do direito de defesa.
Indeferimento
Na reclamação trabalhista, a advogada do operário pediu que fossem ouvidas testemunhas que comprovariam que as funções desempenhadas por ele e pelo colega apontado como paradigma seriam idênticas. O juízo, no entanto, indeferiu a oitiva.
O pedido foi julgado improcedente com base em documentação apresentada pela empresa que demonstrava que o paradigma exercia outra função, a de soldador de produção. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença, ressaltando que, na audiência em que a testemunha foi impedida de falar, não houve pedido de nulidade e que o empregado “se limitou a protestar”.
Meios de prova
No recurso de revista, o empregado sustentou que os documentos trazidos pela Volkswagen não poderiam ser considerados como únicos meios de prova, uma vez que são de confecção unilateral. Segundo ele, foram registrados protestos na primeira oportunidade (em audiência), e a exigência de que o pedido de nulidade da decisão fosse formalizado seria descabida. Afirmou ainda que o indeferimento de prova testemunhal lhe acarretou prejuízo, impedindo-o de demonstrar sua alegação sobre a identidade de funções.
Momento oportuno
O relator do recurso, ministro Walmir Oliveira da Costa, observou que o TST considera que o momento oportuno para a apresentação de pedido nulidade processual é a audiência de instrução e julgamento mediante protesto. A parte, segundo ele, não é obrigada a renovar a arguição de nulidade em razões finais, mas apenas nas razões do recurso ordinário.
Nulidade
No caso do operário, o ministro assinalou que a prova documental tinha presunção apenas relativa de veracidade. “O depoimento testemunhal configura a oportunidade de o empregado demonstrar a identidade de funções e, assim, infirmar a referida presunção”, afirmou.
Seguindo o voto do relator, a Turma concluiu que, ao indeferir a oitiva da testemunha, o juízo cerceou o direito do empregado de exercer o contraditório e a ampla defesa. Assim, decretou a nulidade dos atos processuais a partir do indeferimento e determinou o retorno do processo à Vara do Trabalho para que seja reaberta a instrução processual e sejam ouvidas as testemunhas.
(MC/CF)
O TST possui oito Turmas, cada uma composta de três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Esta matéria tem cunho meramente informativo.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
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