segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Asiática Olam quer ampliar produção de café no Brasil


Há 15 anos no Brasil, a asiática Olam tem planos ambiciosos para o seu principal negócio no país, o café. Além de já ser a segunda maior exportadora do grão do Brasil, a gigante do agronegócio que tem capital aberto na bolsa de Cingapura, também produz café em território nacional e quer ampliar o cultivo.
Há três anos, a Olam produz café irrigado em parceria com um produtor local em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A área de cultivo é de 1.800 hectares, mas atualmente 1.100 estão em produção, com uma colheita estimada de 28 mil sacas de café por safra. Mas a Olam quer mais.
Ubirajara Abreu Gonçalves, trader sênior da Olam Coffee, sediada em Santos (SP), afirma, sem dar detalhes, que a empresa "tem projeto de aumentar a área de produção de café no Brasil". E os planos independem, segundo o executivo,
da decisão em estudo pelo governo brasileiro de reduzir a restrições às compras de terras por estrangeiros.
O tamanho da participação da Olam na propriedade cafeeira de Luís Eduardo não é revelado. Segundo Gonçalves, nem toda a área de cultivo na cidade baiana está em produção porque parte dos pivôs para irrigação do café ainda estão em desenvolvimento.
Maior produtor global de café, o Brasil é importante na estratégia da Olam, observa Rahul Banka, vice­presidente da divisão café da Olam Coffee. Por isso, a empresa tem investido também para ampliar suas exportações de café do país.
Nesse sentido, há uma busca por melhorias de eficiência, e têm sido realizados investimentos em armazéns próximos às regiões de produção, de acordo com Gonçalves.
Hoje, a Olam tem unidades para beneficiamento e armazenamento de café localizadas em Garça (SP), Nova Venécia (ES), Alfenas e Manhumirin, ambas em Minas Gerais. Além disso, constrói um armazém em São Sebastião do Paraíso, também em Minas Gerais. Tem ainda 15 unidades de compra de café nas principais regiões produtoras do país.
Neste ano, segundo Gonçalves, o objetivo da empresa é elevar em 20% a exportação de café do Brasil, que somou 2,6 milhões de sacas em 2015, sendo 2,2 milhões de sacas de arábica e o restante de conilon. "O grupo é ambicioso", reitera o executivo.
Criada há 26 anos, a Olam International entrou no negócio do café em 1994, com a espécie conilon na Índia. Em 2004, começou a negociar café do Brasil e outras sete origens. Hoje, já comercializa o produto de 21 origens. Com isso, está entre os três maiores exportadores de café do mundo.
Além de produzir café no Brasil, o grupo também tem fazendas com cultivo de grão arábica no Laos, no continente asiático, Tanzânia e Zâmbia, ambos na África. No Vietnã e na Espanha, a Olam tem fábricas de café solúvel, que fornece para outras empresas comercializarem com suas próprias marcas.
Com um faturamento global de cerca de US$ 14,2 bilhões no ano passado, a Olam Internacional foi criada em 1989, na Nigéria, e tem entre seus fundados o indiano Sunny Verghese, atual CEO do grupo. Naquele início, 26 anos atrás, a
empresa comercializava castanha de caju originada no país africano para a Índia.
Atualmente, a empresa está em mais de 70 países, e tem também negócios em segmentos como café, cacau, algodão, arroz, grãos, açúcar, além de lácteos, palma, alimentos processados (como macarrão e extrato de tomate), especiarias e outros.
A Temasek Holdings, empresa de investimento do governo de Cingapura, é a acionista majoritária da Olam International, com 51,4% do total de ações atualmente. A Mitsubishi Corporation tem uma fatia de 20% e o comitê executivo da empresa que inclui o CEO Verghese tem cerca de 6,4%. As ações em free float totalizam quase 22,3% do capital da companhia.
A castanha de caju também foi o produto com o qual a Olam estreou no Brasil, em 2001, conta Rahul Banka. Hoje, a empresa está fora do segmento no país. Mas comercializa, além do café, outras commodities importantes como açúcar,
algodão, cacau e tem ainda uma operação "pequena" e soja, de acordo com Ubirajara Gonçalves.
A companhia também acaba de criar uma divisão de cafés especiais no Brasil, uma indicação da importância que o produto tem hoje na estratégia da asiática. Em todo o país, a Olam tem 1.000 funcionários, sendo 660 nas operações de
café.
Há 15 anos no Brasil, a asiática Olam tem planos ambiciosos para o seu principal negócio no país, o café. Além de já ser a segunda maior exportadora do grão do Brasil, a gigante do agronegócio que tem capital aberto na bolsa de Cingapura, também produz café em território nacional e quer ampliar o cultivo.

Há três anos, a Olam produz café irrigado em parceria com um produtor local em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A área de cultivo é de 1.800 hectares, mas atualmente 1.100 estão em produção, com uma colheita estimada de 28 mil sacas de café por safra. Mas a Olam quer mais.

Ubirajara Abreu Gonçalves, trader sênior da Olam Coffee, sediada em Santos (SP), afirma, sem dar detalhes, que a empresa "tem projeto de aumentar a área de produção de café no Brasil". E os planos independem, segundo o executivo, da decisão em estudo pelo governo brasileiro de reduzir a restrições às compras de terras por estrangeiros.

O tamanho da participação da Olam na propriedade cafeeira de Luís Eduardo não é revelado. Segundo Gonçalves, nem toda a área de cultivo na cidade baiana está em produção porque parte dos pivôs para irrigação do café ainda estão em desenvolvimento.

Maior produtor global de café, o Brasil é importante na estratégia da Olam, observa Rahul Banka, vice­presidente da divisão café da Olam Coffee. Por isso, a empresa tem investido também para ampliar suas exportações de café do país.

 
Nesse sentido, há uma busca por melhorias de eficiência, e têm sido realizados investimentos em armazéns próximos às regiões de produção, de acordo com Gonçalves.

Hoje, a Olam tem unidades para beneficiamento e armazenamento de café localizadas em Garça (SP), Nova Venécia (ES), Alfenas e Manhumirin, ambas em Minas Gerais. Além disso, constrói um armazém em São Sebastião do Paraíso, também em Minas Gerais. Tem ainda 15 unidades de compra de café nas principais regiões produtoras do país.

Neste ano, segundo Gonçalves, o objetivo da empresa é elevar em 20% a exportação de café do Brasil, que somou 2,6 milhões de sacas em 2015, sendo 2,2 milhões de sacas de arábica e o restante de conilon. "O grupo é ambicioso", reitera o executivo.

Criada há 26 anos, a Olam International entrou no negócio do café em 1994, com a espécie conilon na Índia. Em 2004, começou a negociar café do Brasil e outras sete origens. Hoje, já comercializa o produto de 21 origens. Com isso, está entre os três maiores exportadores de café do mundo.

Além de produzir café no Brasil, o grupo também tem fazendas com cultivo de grão arábica no Laos, no continente asiático, Tanzânia e Zâmbia, ambos na África. No Vietnã e na Espanha, a Olam tem fábricas de café solúvel, que fornece para outras empresas comercializarem com suas próprias marcas.

Com um faturamento global de cerca de US$ 14,2 bilhões no ano passado, a Olam Internacional foi criada em 1989, na Nigéria, e tem entre seus fundados o indiano Sunny Verghese, atual CEO do grupo. Naquele início, 26 anos atrás, a empresa comercializava castanha de caju originada no país africano para a Índia.

Atualmente, a empresa está em mais de 70 países, e tem também negócios em segmentos como café, cacau, algodão, arroz, grãos, açúcar, além de lácteos, palma, alimentos processados (como macarrão e extrato de tomate), especiarias e outros.

A Temasek Holdings, empresa de investimento do governo de Cingapura, é a acionista majoritária da Olam International, com 51,4% do total de ações atualmente. A Mitsubishi Corporation tem uma fatia de 20% e o comitê executivo da empresa ­ que inclui o CEO Verghese ­ tem cerca de 6,4%. As ações em free float totalizam quase 22,3% do capital da companhia.

A castanha de caju também foi o produto com o qual a Olam estreou no Brasil, em 2001, conta Rahul Banka. Hoje, a empresa está fora do segmento no país. Mas comercializa, além do café, outras commodities importantes como açúcar, algodão, cacau e tem ainda uma operação "pequena" e soja, de acordo com Ubirajara Gonçalves.

A companhia também acaba de criar uma divisão de cafés especiais no Brasil, uma indicação da importância que o produto tem hoje na estratégia da asiática. Em todo o país, a Olam tem 1.000 funcionários, sendo 660 nas operações de
café.


Fonte: Valor Econômico
Via: redepeabirus 
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